Supergirl é o Primeiro Fracasso da DC de James Gunn? É Hora de se Preocupar?
A estreia de Supergirl no último fim de semana foi um baque para o DC Studios. Com US38���ℎ�~��∗∗����������������������������∗∗��38milho~es∗∗arrecadadosnosEstadosUnidose∗∗US 68 milhões mundialmente, o filme ficou abaixo de títulos como Morbius e As Marvels . Para uma produção com orçamento estimado em US170���ℎ�~��∗∗����������ℎ��������������∗∗��170milho~es∗∗eumacampanhademarketingde∗∗US 120 milhões, o ponto de equilíbrio seria algo em torno de US$ 315 milhões globalmente — meta que parece distante neste momento .
O resultado reacendeu o debate: este seria o primeiro grande tropeço da gestão de James Gunn e Peter Safran? Para muitos analistas, o desempenho acendeu um sinal de alerta, mas não representa o fim da linha para o novo universo compartilhado .
Por que Supergirl não decolou?
A resposta parece estar em três fatores principais :
O filme em si não empolgou — A direção de Craig Gillespie (Cruella) foi considerada monótona por críticos, e o roteiro de Ana Nogueira não conseguiu traduzir a aclamada HQ Supergirl: A Mulher do Amanhã com a força esperada . A trama, que acompanha Kara Zor-El em uma jornada espacial de vingança ao lado da jovem Ruthye, foi descrita como “desigual” e com um vilão “unidimensional” .
Calendário desfavorável — O longa ficou espremido entre dois gigantes das bilheterias: Toy Story 5 e Minions & Monstros, o que limitou seu espaço nos cinemas.
Cansaço do gênero — O público está mais seletivo. Nomes conhecidos como Batman, Superman e Homem-Aranha seguem como “Classe A”, mas personagens secundários enfrentam dificuldades para atrair grandes audiências num momento de desgaste dos filmes de herói .
A resposta do estúdio e o que vem por aí
Peter Safran, co-CEO do DC Studios, emitiu um comunicado ao The New York Times afirmando que o filme “é apenas um componente de uma estratégia mais ampla e de longo prazo na qual continuamos confiantes” . Fontes internas da Warner classificaram o desempenho como um “fracasso isolado” e garantiram que o plano de 10 anos do DCU segue inalterado .
Os próximos lançamentos da DC são apostas mais seguras: a série Lanternas na HBO e o filme de terror Cara-de-Barro, com orçamento baixo (cerca de US$ 40 milhões), não geram a mesma pressão de uma superprodução .
O grande teste, porém, será 2027, quando Man of Tomorrow (a continuação de Superman) e Batman: Parte 2 estrearem no mesmo ano — algo inédito na história da DC . Se um desses projetos tropeçar, aí sim o caldo pode engrossar.
Vale a pena se preocupar?
Por ora, não. O resultado de Supergirl reflete mais as circunstâncias do mercado atual do que um fracasso estrutural do DC Studios . A personagem, apesar de tradicional, não tem o apelo comercial de seu primo . Além disso, a performance de Milly Alcock como Kara foi elogiada por crítica e público — a atriz entrega uma versão “rebelde, antissocial e perdida” da heroína que foge do clichê .
O principal aprendizado para Gunn e Safran é claro: o sucesso de um universo compartilhado não se sustenta apenas no nome da franquia. O público quer histórias que gerem conexão emocional — e, nesse aspecto, Supergirl ficou devendo .