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30 Casos Ufológicos dos Anos 70 que a Internet Ignora: Arquivos Esquecidos da Década Perdida

Arquivos Esquecidos: 30 Registros Ufológicos dos Anos 70 que a Internet Ignora

Quando pensamos em UFOs, é comum que nossa mente viaje imediatamente para Roswell em 1947, para o Caso Villas-Boas no Brasil dos anos 50, ou para os incidentes mais recentes divulgados pelo Pentágono. No entanto, a década de 1970 representa um verdadeiro “oceano esquecido” da ufologia mundial. Foi um período de transição: o Projeto Livro Azul da Força Aérea Americana havia sido oficialmente encerrado em 1969 , mas o interesse público e, mais importante, os avistamentos, não cessaram. Pelo contrário, os anos 70 foram marcados por alguns dos casos mais bizarros, bem documentados e, curiosamente, menos discutidos nos fóruns e sites especializados da atualidade.

Enquanto a cultura pop da época nos trazia “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” de Steven Spielberg (1977), a realidade parecia imitar a ficção em escalas impressionantes. De supostas abduções na Amazônia brasileira que levaram a uma operação militar secreta a avistamentos em parques urbanos de Nova Jersey, passando por fotografias impressionantes tiradas em países tão diversos quanto Finlândia, África do Sul e Japão, os anos 70 oferecem um vasto campo de estudo que muitos entusiastas ignoram.

Neste artigo, vamos resgatar 30 registros ufológicos desta década fascinante. Cada um deles possui uma base em eventos reais, muitos confirmados por documentos oficiais recentemente desclassificados ou por investigações sérias da época. Prepare-se para uma viagem no tempo em busca da “verdade que está lá fora”, mas que ficou esquecida nos arquivos empoeirados do tempo.


1. Operação Prato: O Terror dos “Chupa-Chupa” no Pará (1977)

O incidente mais documentado que você provavelmente nunca ouviu falar

Enquanto o mundo se maravilhava com a ficção de Spielberg, os moradores de Colares, no Pará, viviam um pesadelo real. Entre 1977 e 1978, a pequena comunidade ribeirinha foi aterrorizada por um fenômeno conhecido localmente como “Chupa-Chupa”. Os moradores relatavam ataques noturnos vindos do céu: luzes intensas que pairavam sobre as casas e emitiam raios que perfuravam a pele das vítimas, causando sonolência, queimaduras, marcas de punção e até anemia .

O caso ficou tão grave que a Força Aérea Brasileira (FAB) lançou a Operação Prato, uma das maiores investigações militares oficiais sobre UFOs da história, sob o comando do então Capitão Uyrangê Hollanda. A equipe militar passou meses na região, coletando depoimentos e documentando centenas de vítimas. “Os pacientes levados ao centro de saúde de Colares apresentavam sintomas como anemia, tontura, febre e, em alguns casos, perfurações e queimaduras de primeiro grau”, registram os documentos da época .

O mais assustador são os relatos de testemunhas que ainda estão vivas. Newton Cardoso, conhecido como “Tenente”, foi atacado enquanto dormia na casa de sua então namorada. “De repente, aquela coisa veio em minha direção. Senti uma temperatura alta no meu corpo. A coisa me mordeu três vezes ao lado do pescoço”, narrou ele décadas depois . Outra moradora, Carmem Vale, hoje com mais de 90 anos, perdeu um amigo próximo, Sidoca, que teria falecido dias após um ataque semelhante, ficando “branco como uma folha” e extremamente debilitado .

O que torna este caso um dos mais importantes dos anos 70 é o seu desfecho trágico e misterioso. Após a operação ser encerrada por ordens superiores, o Capitão Hollanda manteve-se em silêncio por anos. Em 1997, ele concedeu uma entrevista reveladora à revista UFO, afirmando que a investigação foi muito mais profunda do que o público sabe e que ele mesmo avistou um objeto gigante em forma de bola de futebol americano. Duas semanas após a entrevista, Hollanda foi encontrado morto em seu quarto, tendo se enforcado com o cinto de seu roupão . Até hoje, a documentação completa da Operação Prato permanece sob sigilo parcial, tornando este um dos casos mais obscuros e perturbadores dos anos 70.


2. O Caso O’Barski: Solo Lunar em North Hudson Park (1975)

A história do entregador que viu pequenos seres coletando terra

Na madrugada de 12 de janeiro de 1975, George O’Barski, um entregador de 72 anos, dirigia por um atalho em North Hudson Park, em Nova Jersey, quando seu rádio começou a chiar com estática intensa. De repente, uma nave com cerca de 9 metros de diâmetro desceu silenciosamente à sua frente .

O que ele descreveu em seguida ficou gravado na história da ufologia de Nova York e Nova Jersey. A escotilha da nave se abriu e, segundo O’Barski, aproximadamente 11 figuras humanoides de cerca de 1 metro de altura, vestindo uniformes e capacetes, saíram. Em menos de quatro minutos, eles coletaram amostras de solo do parque, retornaram à nave e desapareceram no céu .

O caso foi investigado e publicado pelo renomado ufólogo Budd Hopkins no jornal The Village Voice em 1976, sob o título “Sane Citizen Sees UFO” (Cidadão Sã Vê UFO). Hopkins, ao contrário de muitos céticos, encontrou evidências físicas que apoiavam o relato de O’Barski. O zelador do edifício Stonehenge, que ficava em frente ao parque, relatou ter visto luzes brilhantes a cerca de 3 metros do chado naquela noite, e uma janela do lobby do prédio foi misteriosamente estilhaçada sem explicação plausível .

Apesar da seriedade da investigação e da reputação do denunciante, o caso é pouco mencionado nas listas padrão de avistamentos dos anos 70. Talvez porque, ironicamente, tenha gerado uma onda de histeria local que culminou em uma farsa, onde adolescentes vestiram um colega com papel alumínio e máscara de gás para assustar os moradores, que já estavam em estado de alerta . No entanto, a farsa não invalida o relato original, que permanece como um dos mais detalhados e investigados da região.


3. O Incidente de Llandrillo: O “Roswell Galês” (1974)

Quando o governo britânico isolou uma montanha por meses

Em 23 de janeiro de 1974, três semanas antes do avistamento que marcaria a região, uma série de tremores de terra incomuns (magnitude 3.5 na escala Richter) sacudiram a área de Berwyn, no País de Gales. As autoridades atribuíram o fenômeno a um terremoto natural, mas os moradores sabiam que algo mais estava por vir .

O evento principal aconteceu na noite de 15 de fevereiro de 1974. O caçador Geraint Edwards, então um jovem entusiasmado, estava a caminho de um jogo de dardos quando avistou algo inexplicável no céu. “Parecia uma bola de rúgbi, mas com a cauda mais pontuda”, descreveu ele em entrevista décadas depois, quando finalmente decidiu falar publicamente sobre o caso em um documentário .

Edwards e seu parceiro observaram o objeto pairar sobre as montanhas por cerca de 10 minutos. Outros moradores relataram ter visto uma intensa luz verde cruzando o céu — algo que nenhum deles havia testemunhado antes. Mas o que realmente consolidou este caso como um dos mais emblemáticos e esquecidos dos anos 70 foi a reação do governo britânico.

Na manhã seguinte ao avistamento, a área foi tomada por militares. Estradas foram fechadas, e as colinas próximas ao local do avistamento foram isoladas por três meses . A justificativa oficial era a busca pelos destroços de um avião que teria caído, mas os moradores locais nunca se convenceram. “O que eles estão tentando esconder?”, questionou um residente local à imprensa anos depois. As teorias sugeriam que um OVNI havia caído na montanha e que o governo havia removido os destroços e possíveis corpos alienígenas para o centro de pesquisas de Wiltshire . A região ganhou o apelido de “Roswell Gales”, mas o caso permanece amplamente ignorado pela ufologia internacional.


4. O Gigante Adormecido de Angleton (1975)

Um casal testemunha um espetáculo alaranjado no Texas

No verão de 1975, no Texas, um casal vivenciou um fenômeno que desafia qualquer explicação prosaica. Por volta das 5h da manhã, enquanto o marido buscava o jornal na calçada, ele notou uma enorme esfera de cor laranja brilhante descendo lentamente no céu ocidental -7.

Ele correu para dentro de casa e chamou sua esposa para testemunhar o evento. Juntos, eles observaram de sua janela o objeto maciço, perfeitamente esférico e com um brilho alaranjado tão intenso que tornava impossível distinguir qualquer textura em sua superfície. Ao contrário da Lua, que também pode parecer alaranjada ao nascer, este objeto não tinha crateras ou marcas visíveis. Ele simplesmente descia em um movimento lento e majestoso, sem emitir qualquer som, até desaparecer atrás das árvores .

O relato, enviado décadas depois ao National UFO Reporting Center (NUFORC), é notável pela sobriedade dos observadores, que afirmaram categoricamente que não haviam consumido álcool ou drogas e que estavam em plenas faculdades mentais . A data exata é aproximada, mas a descrição do objeto esférico e luminoso contrasta com os tradicionais discos metálicos relatados em outros casos.

O que torna este avistamento digno de nota é a sua localização e a falta de cobertura na época. O Texas, especialmente a região rural entre Bailey’s Prairie e Angleton, raramente é associado a grandes flaps ufológicos, e o avistamento de um objeto tão grande (descrito como “massivo”) por duas testemunhas logo pela manhã deveria ter gerado mais atenção. O fato de o relato só ter sido reportado oficialmente em 2012 demonstra como muitos avistamentos dos anos 70 permanecem submersos no anonimato.


5. A Farsa de Warminster (1970) e o Perigo da Credulidade

Quando uma luz roxa e um detector falso enganaram os especialistas

Warminster, na Inglaterra, era conhecida nos anos 60 e 70 como um dos principais pontos de avistamento de UFOs do país. Em uma noite de 1970, dezenas de observadores que se reuniam regularmente em Cradle Hill testemunharam um espetáculo impressionante: um disco voador apareceu no céu noturno acompanhado por uma explosão de luz roxa. Simultaneamente, um detector de campo magnético, operado por um dos presentes, disparou, indicando a presença de uma forte anomalia. Fotos foram tiradas, mostrando a nave se movendo .

Especialistas que analisaram as imagens concluíram que elas não poderiam ser falsificadas. O caso Warminster estava destinado a se tornar um clássico da ufologia. O problema é que tudo não passava de uma farsa. E uma farsa orquestrada propositalmente por um físico britânico chamado David I. Simpson .

Simpson estava conduzindo um estudo sobre a competência dos investigadores de UFOs. A “luz roxa” era na verdade um holofute roxo que ele acionou de um local próximo. O “detector de campo magnético” era operado por um cúmplice que fez o alarme soar intencionalmente. As fotografias haviam sido pré-expostas para mostrar o disco voador. Simpson deixou pistas propositais nas imagens (como postes de luz que sumiam em um dos quadros), mas todos os investigadores, mesmo os com formação técnica, ignoraram os sinais de falsificação .

O resultado do estudo de Simpson foi um alerta severo para a comunidade ufológica. Ele observou que “indivíduos com formação técnica relevante se envolvem; é perturbador testemunhar o abandono de sua disciplina mental e senso comum”. O caso Warminster serve como um lembrete sombrio de que, na década de 70, mesmo eventos bem documentados e endossados por “especialistas” merecem um olhar cético — e que muitos dos casos que consideramos “clássicos” podem ter origens muito mais terrenas do que imaginamos.


6. A Fotografia da Argentina: A Nave de Mar del Plata (1970)

O registro profissional que desafia os céticos

Em 1970, na cidade balneária de Mar del Plata, Argentina, um fotógrafo profissional do jornal local La Capital, chamado Raúl Galán, capturou uma das imagens mais nítidas e pouco discutidas de um OVNI. Diferente de muitos registros amadores, Galán estava a trabalho no Píer de La Perla quando foi abordado por pescadores que apontavam para o céu, dizendo: “Vemos algo brilhando no céu” .

Utilizando seu equipamento profissional, Galán fotografou o objeto. A imagem resultante mostra um disco metálico clássico, com uma cúpula no topo, pairando sobre o oceano. A qualidade da fotografia, somada à credibilidade do fotógrafo e às múltiplas testemunhas (os pescadores), torna este um dos casos mais sólidos visualmente dos anos 70 .

No entanto, o caso é raramente mencionado em compilações internacionais. A barreira do idioma (a maior parte da documentação está em espanhol) e o fato de não ter havido um “flap” ou uma série de avistamentos na região contribuíram para que ele caísse no esquecimento. A imagem de Galán, no entanto, resiste ao tempo como um exemplo clássico de como um profissional treinado registrou um fenômeno que, até hoje, não foi explicado de forma convincente.


7. O Caso do Lago Cote: A Fotografia Aérea da Costa Rica (1971)

A imagem que foi parar no Projeto Livro Azul

Em 4 de setembro de 1971, uma equipe de técnicos do Ministério de Obras Públicas e Transportes da Costa Rica realizava um voo de levantamento topográfico sobre a região da Lagoa Cote. Utilizando uma câmera de mapeamento alemã de alta qualidade, eles capturaram uma série de imagens do solo. Quando os filmes foram revelados, uma das fotografias mostrou algo que os técnicos não haviam visto a olho nu: um disco metálico perfeitamente circular pairando sobre a lagoa -9.

A fotografia foi enviada para análise do Dr. J. Allen Hynek, o renomado astrônomo que atuou como consultor científico do Projeto Livro Azul da Força Aérea Americana. Hynek, que inicialmente era um cético, tornou-se um dos maiores estudiosos do fenômeno UFO. Ele analisou a imagem da Costa Rica e a declarou autêntica, sem evidências de falsificação ou manipulação .

Este caso é um dos poucos registros dos anos 70 que recebeu a chancela de Hynek, mas ainda assim permanece relativamente obscuro. Enquanto outras fotos da mesma época, como a do Lago Cote, são frequentemente reproduzidas em livros antigos, elas praticamente desapareceram das discussões online contemporâneas, ofuscadas por casos mais recentes ou mais sensacionalistas.


8. O Cono de Maniwaki: Um Gigante no Canadá (1972)

O encontro próximo com uma estrutura de 20 metros

No final do verão de 1972, nas proximidades do Lago Maniwaki, em Quebec, Canadá, uma testemunha que optou por permanecer no anonimato viveu um encontro do terceiro grau impressionante. Ao se aproximar de uma área remota, ele se deparou com um objeto de formato cônico, que parecia estar pousado no chão ou pairando a poucos centímetros dele. O tamanho era assustador: entre 18 e 21 metros de altura .

Assustado, o homem observou o objeto começar a se elevar. Reagindo rapidamente, ele usou sua câmera para fotografar a estrutura. A imagem, capturada em filme preto e branco, mostra uma nave de aparência metálica, de cor prateada, sem costuras, rebites ou qualquer marca de fabricação convencional. A base da nave era adornada com 12 esferas metálicas que emitiam uma luz laranja avermelhada, enquanto o topo tinha quatro esferas adicionais com uma tonalidade rosa .

O depoente descreveu o objeto como perfeitamente liso, o que contrastava com seu tamanho colossales. Este caso é um dos raros relatos de objetos de formato cônico (em vez do tradicional disco ou triângulo) e com um nível de detalhe visual impressionante. A falta de identificação da testemunha e o fato de a ocorrência ter se dado em uma região remota contribuíram para que este avistamento, um dos mais impressionantes do Canadá nos anos 70, ficasse relegado aos arquivos de ufólogos locais.


9. O Caso do Fazendeiro e os “Enxames” do Novo México (1972)

Pequenas naves prateadas sobre os arbustos do deserto

Em 24 de setembro de 1972, nos arredores de Las Lunas, Novo México, um fazendeiro que voltava para a cidade testemunhou um fenômeno peculiar. No céu, a poucos metros de altura, pequenos objetos prateados “dançavam” sobre os arbustos do deserto. Eles tinham cerca de 90 cm de diâmetro, eram de cor prateada e emitiam um zumbido característico .

O que torna este avistamento singular é o fato de que esses objetos eram extremamente semelhantes aos fotografados por Paul Villa em Albuquerque em 1963. Villa havia registrado uma série de fotos mostrando pequenos discos que pairavam baixo sobre o deserto, e os objetos vistos pelo fazendeiro em 1972 eram praticamente idênticos .

Isso sugere a possibilidade de que o mesmo tipo de fenômeno, ou talvez a mesma “frota” de pequenos veículos, estava operando na região do Novo México com quase uma década de intervalo. O fazendeiro observou os objetos se movendo de forma errática, subindo e descendo, como se estivessem realizando algum tipo de reconhecimento ou coleta de dados. Apesar da singularidade do caso e da conexão com um avistamento anterior famoso, ele é raramente mencionado nos debates sobre a atividade UFO no sudoeste americano.


10. O Caso Cocoyoc: A Nave em Forma de Nabo (1973)

O que estava fazendo um objeto tão estranho no México?

Em 3 de novembro de 1973, um casal mexicano estava no spa de Cocoyoc, em Morelos, quando avistou um objeto de formato tão inusitado que desafiou qualquer descrição convencional. O OVNI não era um disco, nem um triângulo, nem uma esfera. Ele se assemelhava a um nabo ou uma cenoura, com uma parte superior bulbosa e uma extremidade inferior afilada .

O casal conseguiu fotografar o objeto antes que ele desaparecesse. A imagem, embora não tão nítida quanto a de Mar del Plata, mostra claramente a forma estranha do veículo, que contrasta com a maioria dos registros da época . Este caso se encaixa em uma categoria de avistamentos conhecida como “UFOs de formato orgânico”, que são extremamente raros.

O que torna este avistamento digno de nota é a sua localização e data. O México, especialmente Morelos, tem uma rica história ufológica, mas o caso de Cocoyoc de 1973 é praticamente desconhecido fora dos círculos de entusiastas mexicanos. O formato do objeto sugere que, se realmente se tratava de uma nave extraterrestre, a diversidade de designs é muito maior do que a ufologia tradicional costuma considerar.

11. O Invisível de Palma de Colón (1973)

Quando a câmera vê o que os olhos não conseguem

Em 21 de abril de 1973, na região de Palma de Colón, Argentina, uma jovem chamada Zuleima Martori estava tirando uma série de fotos com sua câmera. Ao revelar os filmes, ela teve uma surpresa: em duas das imagens, um grande objeto circular apareceu nitidamente, apesar de ela não ter visto nada de anormal no momento em que pressionou o obturador .

Este fenômeno é conhecido na ufologia como “UFO invisível a olho nu” ou “UFO que só a câmera vê”. O caso de Martori é um exemplo clássico e bem documentado desse tipo de ocorrência. O objeto circular aparece com destaque no céu claro, atrás da vegetação local, como se estivesse ali, presente, mas por alguma razão fosse invisível para a observadora .

Casos como este desafiam a noção de que os UFOs são sempre vistos visualmente antes de serem fotografados. Eles sugerem a possibilidade de que alguns objetos possuam a capacidade de operar em espectros de luz invisíveis ao olho humano, mas que ainda são capazes de expor um filme fotográfico. O caso de Zuleima Martori permanece como um dos melhores exemplos desse fenômeno esquecido dos anos 70.


12. O Arquivo de Albiosc: A Confissão do Médico Francês (1974)

“Por favor, desculpe minha maneira de agir. Sou médico e devo permanecer anônimo.”

Em 23 de março de 1974, na pequena comuna de Albiosc, na França, um médico que dirigia por uma estrada rural testemunhou algo que o marcaria para sempre. Ele conseguiu fotografar o objeto, mas ficou tão preocupado com as repercussões que enviou a imagem para análise com uma carta de desculpas e um pedido explícito de anonimato .

A fotografia, tirada com uma câmera Canon 35mm equipada com uma lente teleobjetiva, mostra um disco metálico clássico pairando sobre a paisagem rural. O que torna este caso intrigante não é apenas a qualidade da imagem, mas o perfil do observador: um médico, uma figura de autoridade e respeito na comunidade, que temia tanto o ridículo que preferiu esconder sua identidade .

O fato de o médico ter se desculpado (“perdoe minha maneira de agir”) por ter enviado a fotografia para análise é um testemunho do estigma que pairava sobre os avistamentos de UFOs na França nos anos 70, um estigma que ainda hoje existe em muitos países. O caso Albiosc é um exemplo perfeito de como muitos registros sérios foram relegados ao esquecimento porque os próprios observadores tinham medo de se manifestar.


13. A Invasão do Aeroporto de Bariloche (1974)

Quando uma nave ignorou o controle de tráfego aéreo

Em 23 de julho de 1974, um evento extraordinário aconteceu no aeroporto de San Carlos de Bariloche, na Argentina. Um objeto não identificado, desafiando todas as normas de aviação, tentou pousar na pista. Os controladores de tráfego aéreo testemunharam a cena: um objeto em forma de ovo, com cerca de 12 metros de comprimento e 5 metros de largura, sem asas ou trem de pouso visível, de cor opaca entre aço e alumínio, desceu sobre o aeroporto .

Ignorando os chamados da torre de controle, o objeto pousou ao lado da pista. Após cinco minutos, ele se ergueu novamente, fez uma curva fechada e acelerou para o norte, desaparecendo no horizonte. A descrição do objeto incluía uma estrutura peculiar no topo, como uma pequena cabine, e duas pequenas asas na parte central do corpo .

Este é um dos casos mais contundentes de “pouso” de UFOs em uma área altamente controlada e monitorada, como um aeroporto. A presença de múltiplas testemunhas qualificadas (controladores de voo) e a duração do evento (cinco minutos) deveriam ter colocado este caso entre os mais famosos do mundo, mas ele permanece em relativo esquecimento, ofuscado por casos como o de Colares ou o de Roswell.


14. O Disco de Odense (1974)

A fotografia que custou uma semana de dor de cabeça

Em 15 de fevereiro de 1974, o jovem Jorma Viita, que estava de bicicleta a caminho de um clube de caratê em Odense, Dinamarca, teve um encontro repentino com um disco voador. Ao se aproximar da cidade, ele viu atrás de algumas árvores um objeto que estimou ter entre 6 e 9 metros de diâmetro e cerca de 1,8 metro de altura. Ele pairava a aproximadamente 100 metros do chão, movendo-se muito lentamente e em completo silêncio -9.

Viita conseguiu tirar uma fotografia, na qual se vê o disco metálico e, no centro, um estranho buraco vermelho rodeado por uma espécie de fumaça ou névoa . O objeto era perfeitamente silencioso e, após ser fotografado, desapareceu. No entanto, o que aconteceu depois é que tornou este caso memorável e sombrio.

Segundo o relato, Jorma Viita sofreu de dores de cabeça intensas que duraram duas semanas após o avistamento . Ele atribuiu sua condição ao encontro com o OVNI, sugerindo que algum tipo de radiação ou emissão do objeto o afetou fisicamente. O caso de Odense é um raro exemplo de avistamento que também envolve sintomas físicos persistentes, uma característica que o liga a casos como o da Operação Prato, mas que é frequentemente ignorada nas análises superficiais.


15. O Objeto de Onomichi: O Estudante Japonês e o Domo (1974)

O registro fotográfico de um adolescente no Japão

Às 6h30 da manhã de outubro de 1974, um estudante japonês de 15 anos chamado Kazuhiko Fujimatsu viu algo extraordinário da janela de sua casa em Onomichi, perto de Hiroshima. Um objeto com uma grande cúpula no topo pairava no céu sobre a cidade. O adolescente, com a presença de espírito de um caçador de OVNIs experiente, pegou sua câmera e conseguiu registrar o fenômeno antes que o objeto desaparecesse .

A fotografia mostra um disco achatado com uma estrutura proeminente no topo, uma configuração clássica que lembra os discos “Adamski”, mas com um formato mais robusto. O Japão tem uma rica história ufológica, especialmente em Hiroshima e Nagasaki, onde avistamentos são comuns desde o pós-guerra, mas o caso de Onomichi de 1974 é raramente citado nas listas globais .

O fato de um adolescente, em uma cidade que carrega a memória da bomba atômica, ter conseguido uma imagem tão clara de um OVNI é um detalhe que deveria atrair mais atenção. O caso permanece, no entanto, como uma joia escondida nos arquivos ufológicos asiáticos.


16. O Caso da Rodovia Belotti (1974)

Um chapéu voador na Iugoslávia

Em 17 de julho de 1974, um motorista anônimo que trafegava pela rodovia Belotti, na antiga Iugoslávia (atual território de vários países), viu um objeto estranho sobrevoar a estrada. Ele conseguiu tirar uma fotografia que mostra um objeto em formato de “chapéu” ou “disco com cúpula achatada”, muito semelhante a um famoso avistamento ocorrido em Santa Mônica, Califórnia, 13 anos antes .

A semelhança entre o objeto fotografado na Iugoslávia em 1974 e o famoso caso “Heflin” de 1961, na Califórnia, é impressionante. Ambos mostram uma estrutura metálica com uma cúpula no topo e uma base larga. Esta coincidência levanta a possibilidade de que o mesmo tipo de veículo (ou o mesmo design) estava sendo utilizado em diferentes continentes com mais de uma década de intervalo .

O caso é um dos poucos registros fotográficos de UFOs oriundos da antiga Iugoslávia, uma região que, devido às barreiras políticas e linguísticas da Guerra Fria, teve seus avistamentos frequentemente ignorados pelo Ocidente. A imagem, por si só, é uma prova de que o fenômeno UFO não respeitava (e não respeita) fronteiras ideológicas.


17. O Caso Sugamusi (1974)

Mais um disco Adamski na Colômbia

Em 4 de agosto de 1974, na região de Sugamusi, na Colômbia, uma testemunha anônima registrou a passagem de um objeto voador com um formato que se tornou icônico nos anos 50 e 60: o chamado “disco Adamski”, nomeado em homenagem ao ufólogo George Adamski, que alegava ter fotografado naves de Vênus com esse design -9.

A fotografia mostra um objeto em forma de sino ou cúpula, com uma base larga e uma parte superior arredondada, que se tornou um dos arquétipos visuais de OVNIs na cultura pop. O fato de que, em 1974, mais de 20 anos após as primeiras fotos de Adamski, um objeto visualmente idêntico tenha sido avistado e fotografado na Colômbia sugere que, se era uma farsa, ela foi persistente, ou, se era real, o design dessas naves era padronizado .

O caso de Sugamusi é um dos vários registros sul-americanos dos anos 70 que aguardam uma análise mais aprofundada. A Colômbia tem uma tradição ufológica rica, mas muitos de seus casos antigos ainda não foram digitalizados ou traduzidos para o inglês, permanecendo fora do alcance do público global.


18. O Caso de Ontário: Um Estudante e sua Praktica (1975)

A fotografia tirada por um jovem canadense

Na manhã de 18 de março de 1975, um estudante de uma escola secundária em Ontário, Canadá, estava com sua câmera Praktica Nova, equipada com uma lente Hanimar, quando avistou um objeto não identificado no céu. O jovem, cujo nome não foi amplamente divulgado para protegê-lo do ridículo, conseguiu tirar uma fotografia nítida do OVNI -9.

A imagem resultante mostra um objeto de formato oval ou discoide, metálico, pairando sobre a paisagem rural canadense. O que torna este caso significativo é a juventude da testemunha e o fato de ele ter usado uma câmera de qualidade média, que ainda assim produziu uma imagem convincente .

Este é um exemplo típico de um “avistamento de bairro”: um evento que provavelmente foi noticiado no jornal local, gerou algum burburinho entre os colegas de escola, mas nunca alcançou as manchetes nacionais ou internacionais. É precisamente esse tipo de registro, que existe aos milhares nos arquivos ufológicos, que compõe a maioria dos “registros pouco falados” dos anos 70.


19. O Rio Odet: O “Girino” Voador da França (1975)

Um objeto bizarro sobre as águas

Em 21 de maio de 1975, um engenheiro químico que caminhava às margens do Rio Odet, na França (entre Quimper e Bénodet), testemunhou uma cena digna de um filme de ficção científica. Um objeto negro, com a forma de um girino (uma cabeça redonda e uma cauda longa), deslizava sobre o rio. À medida que o objeto passava, a água do rio “tremia” ou agitava-se, como se estivesse sendo afetada por uma força desconhecida .

O engenheiro, utilizando uma câmera com filme HP 400 ASA e velocidade de 1/125 segundo, conseguiu fotografar o estranho artefato. A imagem mostra claramente a forma incomum do objeto, que não se encaixa em nenhuma das categorias clássicas de UFOs (disco, triângulo, charuto) .

O caso do Rio Odet é um dos mais bizarros e pouco conhecidos da ufologia francesa. A combinação de um objeto de formato incomum com um efeito físico sobre a água (o “tremor”) e o perfil técnico da testemunha (um engenheiro químico) torna este relato particularmente intrigante e digno de um lugar de destaque na lista dos anos 70.


20. O Perseguidor de Ibaraki: Caça Míssil vs. OVNI (1975)

Quando a Força Aérea Japonesa interceptou um UFO

Em 10 de outubro de 1975, a base aérea de Hyakuri, em Ibaraki, no Japão, entrou em alerta. Um objeto não identificado havia sido detectado no radar militar. Um caça Mitsubishi F-4EJ Phantom II foi imediatamente lançado para interceptar o intruso. Durante a perseguição, um fotógrafo japonês chamado Kasuya Tsugaani, que estava nas proximidades da base, conseguiu capturar uma imagem impressionante: o jato militar perseguindo um OVNI no céu .

A fotografia, que mostra o objeto UFO em primeiro plano e o caça ao fundo, é um dos raros registros visuais de uma interação oficial entre uma força aérea e um objeto não identificado. O incidente ecoa casos famosos como o de Teerã em 1976, onde caças iranianos também tiveram contato com OVNIs, mas o caso de Ibaraki é muito menos conhecido .

A existência desta fotografia, tirada por um civil durante uma interceptação militar real, é uma prova contundente de que os governos (incluindo o japonês) levavam a sério o fenômeno UFO, mesmo que publicamente negassem. Décadas depois, quando os EUA divulgaram os vídeos de UAP (Fenômenos Aéreos Não Identificados), o Japão negou ter registros semelhantes, mas esta fotografia de 1975 sugere o contrário.

21. O Caso do Agricultor Suíço: As Fotos de Billy Meier (1975-1982)

O caso mais controverso e famoso que ninguém quer discutir

Embora seja um dos casos mais famosos visualmente, as fotografias tiradas pelo agricultor suíço Edward “Billy” Meier entre 1975 e 1982 são frequentemente relegadas ao limbo da ufologia, consideradas por muitos como uma farsa elaborada, mas ainda assim defendidas por um grupo de seguidores fervorosos .

Meier, que perdeu um braço em um acidente, usava câmeras Olympus 35 ECR comuns e filmes de 8 mm para registrar OVNIs que ele alegava serem naves extraterrestres dos “Pleiadians”. Suas imagens são de uma nitidez impressionante, mostrando discos prateados com detalhes intrincados, o que levou muitos a acusá-lo de usar maquetes .

O que torna Meier um caso “pouco falado” na internet de hoje é o estigma de controvérsia que o envolve. A maioria dos sites ufológicos sérios evita discutir Meier devido às alegações de fraude e às histórias fantásticas que ele conta (incluindo viagens no tempo e contato com seres humanoides). No entanto, ignorar completamente o caso Meier é ignorar um dos fenômenos mais documentados (ainda que questionados) dos anos 70, cujas fotos continuam a circular e a dividir opiniões.


22. O Patrulheiro de Colfax (1978)

O policial que viu um disco no meio do nada

Em 19 de abril de 1978, o policial Mark Coltrane, da pequena cidade de Colfax, Wisconsin (EUA), patrulhava as estradas rurais da região quando decidiu parar para almoçar em um local isolado. Enquanto comia, ele notou que seu rádio começou a chiar com estática. Ao olhar ao redor, viu um disco de aparência metálica se erguendo do chão a poucos metros de distância, subindo lentamente em direção ao céu .

Coltrane largou sua comida, pegou sua câmera Polaroid e saiu do carro para fotografar o objeto. O disco, que parecia ter se levantado do solo, subiu verticalmente até desaparecer. As fotos, embora características das Polaroids da época (com cores um pouco dessaturadas), mostram claramente a forma do disco .

A credibilidade de Coltrane como oficial da lei confere peso ao seu testemunho. O fato de ele ter visto o objeto no chão (ou logo acima dele) sugere um pouso recente, uma raridade em relatos de OVNIs. Apesar de sua profissão e da clareza de seu relato, o caso de Colfax não recebeu a atenção nacional que merecia, permanecendo como uma nota de rodapé na ufologia americana.


23. O Caso de Santa Mônica (1979)

Mais um registro californiano esquecido

Em fevereiro de 1979, Gigi Brobeck estava em Santa Mônica, Califórnia, quando avistou um OVNI e conseguiu fotografá-lo. A imagem, embora de qualidade mediana, mostra um objeto de formato clássico (disco) sobrevoando a área costeira .

A Califórnia é um dos estados com mais avistamentos de UFOs nos EUA, e Santa Mônica tem sua parcela de histórias. No entanto, o registro de Brobeck de 1979 foi ofuscado por casos mais espetaculares que aconteceram no estado nos anos seguintes, incluindo os avistamentos em massa nos anos 80. A fotografia, publicada em alguns livros e revistas da época, caiu no esquecimento com o advento da internet, onde casos mais recentes e de maior resolução dominam a atenção.


24. O Caso de Pamplona: O Som Metálico (1979)

Quando o OVNI emitiu um ruído peculiar

Em 29 de maio de 1979, na cidade de Pamplona, Espanha, um avistamento de OVNI chamou a atenção não apenas pela forma, mas pelos efeitos sonoros que produziu. Os observadores descreveram um objeto que emitia luzes que variavam do vermelho ao verde e ao roxo. Mas o mais intrigante era o som: um ruído metálico, descrito como “muito agudo, mas suave”, como um zumbido ou uma vibração de metal .

A fotografia tirada do objeto mostra uma estrutura não convencional, com múltiplas luzes e um formato que se assemelha a um “chapéu mexicano” ou a dois discos unidos. O relato sonoro é um detalhe crucial, pois muitos avistamentos descrevem silêncio absoluto. O caso de Pamplona é um dos poucos que incluem uma assinatura sonora tão específica e incomum, tornando-o um caso valioso para a pesquisa, mas que raramente é citado.


25. O Fantasma da Alemanha: O Fantasma e o Caça (1979)

A perseguição alemã

Em 19 de setembro de 1979, um dos registros mais impressionantes e menos divulgados dos anos 70 foi feito na Alemanha. O professor Karl Maier, da cidade de Keltern Weiler, testemunhou um caça militar (provavelmente um F-4 Phantom) perseguindo um OVNI no céu. Utilizando sua câmera Polaroid, Maier conseguiu capturar a imagem de um objeto discoide sendo “seguido” por um jato .

A fotografia é notável por sua composição e pelo contexto. Diferente do caso japonês, onde o OVNI parecia estar à frente do caça, a imagem alemã mostra o objeto em uma posição que sugere uma perseguição ativa. A Alemanha, tanto Ocidental quanto Oriental, teve muitos avistamentos durante a Guerra Fria, mas a maioria permanece classificada ou obscurecida por questões geopolíticas. A fotografia de Maier é uma rara janela para a atividade UFO na Europa Central durante os anos 70.

26. O Esquadrão de Yukon: As Sete Luzes (1970)

Um enxame no Canadá

Em 1970, no Território de Yukon, no Canadá, um casal que viajava às margens do Lago Tagish testemunhou um fenômeno que lembrava mais os “flaps” de massas dos anos 50 do que os avistamentos isolados típicos dos anos 70. Eles viram e fotografaram não um, mas sete globos luminosos estranhos no céu .

A imagem mostra sete orbes brilhantes dispostos em uma formação irregular, movendo-se sobre a superfície do lago. Este avistamento é importante porque sugere a operação de múltiplos objetos ao mesmo tempo, uma característica comum nos primeiros anos da era moderna dos UFOs (1947-1960), mas que se tornou mais rara na década de 70, que foi dominada por casos de encontros isolados ou de naves maiores. O caso de Yukon é um elo perdido entre duas eras ufológicas e merece ser resgatado.


27. O Fim de uma Era: A Transferência do Projeto Livro Azul (1975-1976)

O arquivo que ninguém queria abrir

Embora não seja um avistamento, a transferência dos arquivos do Projeto Livro Azul (Blue Book) da Força Aérea dos EUA para o Arquivo Nacional em meados dos anos 70 é um evento crucial que definiu como entendemos (ou deixamos de entender) os UFOs daquela década. O Projeto foi oficialmente encerrado em 1969, mas foi só em 1975 que os Arquivos Nacionais começaram a receber as 137 caixas de documentos .

O processo de transferência foi marcado por uma tensão significativa em relação à privacidade. A Força Aérea estava preocupada em divulgar os nomes das testemunhas, e os Arquivos Nacionais tiveram que estimar que seriam necessárias 1.500 horas de trabalho técnico e 2.050 horas de trabalho de arquivistas para remover (redigir) as informações pessoais dos relatórios . O debate sobre o quanto redigir e como disponibilizar os arquivos ao público foi intenso, refletindo a relutância do governo em abrir totalmente seus arquivos, mesmo após o fim oficial das investigações.

O resultado foi que muitos dos casos mais interessantes dos anos 70, que foram investigados pelo Blue Book antes de seu encerramento, ficaram enterrados em microfilmes e arquivos de difícil acesso por décadas. A disponibilização gradual desses documentos em plataformas digitais como a Fold3 só ocorreu recentemente, o que explica por que tantos casos dos anos 70 permanecem “pouco falados” até hoje .


28. O OVNI de Phoenix: O Estádio Voador (1975)

Um avistamento que ficou escondido por 34 anos

Em 1975, um avistamento ocorrido perto de Phoenix, Arizona, só veio a público em 2009, quando uma testemunha finalmente decidiu relatar sua experiência ao National UFO Reporting Center (NUFORC). O denunciante, que na época estava servindo na Base Aérea de Williams, dirigia em direção a Apache Junction em um dia claro e sem nuvens quando viu um objeto em forma de disco emergir do deserto à sua frente .

O objeto subiu verticalmente, em silêncio, até desaparecer de vista. A testemunha estimou o tamanho do objeto como sendo pelo menos do tamanho de um estádio de futebol americano, uma descrição que sugere uma nave de proporções colossais . Apesar do tamanho impressionante, a testemunha não viu nada sobre o caso nos jornais e ficou com medo de contar a alguém por anos, temendo ser considerado “louco”.

Este caso é um exemplo perfeito do fenômeno do “avistamento silencioso”. Quantos outros casos dos anos 70 estão guardados na memória de pessoas que, por medo do ridículo ou por falta de canais de denúncia adequados, nunca os relataram? O fato de que um objeto do tamanho de um estádio passou despercebido pela mídia em 1975 é um testemunho de como a cobertura ufológica da época era, na melhor das hipóteses, esporádica.


29. O Arquivo Secreto Britânico: AIR 20/12304 (1970)

O documento que espera por você em Kew

Para os pesquisadores mais dedicados, o verdadeiro tesouro dos anos 70 está nos arquivos nacionais. No Reino Unido, o documento com a referência AIR 20/12304, intitulado “Unidentified Flying Objects (UFOs)”, datado de setembro de 1970, está disponível para consulta nos Arquivos Nacionais em Kew, mas não foi digitalizado .

O que contém este arquivo? Sabemos que ele faz parte dos registros do Ministério da Aeronáutica britânico (Air Ministry), e que sua existência é conhecida, mas seu conteúdo permanece em grande parte inexplorado pelo público em geral. Enquanto casos como o de Rendlesham Forest (1980) são amplamente discutidos, os arquivos britânicos do início dos anos 70 aguardam um pesquisador que se debruce sobre eles para trazer à luz novos registros .

A existência deste arquivo é um convite para que os entusiastas saiam da internet e visitem os arquivos físicos. É provável que muitos dos “30 registros” mencionados neste artigo estejam, na verdade, contidos em caixas como esta, esperando para serem redescobertos.


30. O Pilar de Fogo: O Gigante de Washington (1970)

A foto que parece uma pintura

Fechando nossa lista, temos um registro visual que desafia a categorização. Tirado em algum momento dos anos 70 sobre a cidade de Bremerton, em Washington (EUA), uma fotografia mostra um objeto em forma de fuso ou charuto, com uma luz amarela intensa no centro e pontas escuras. O objeto parece imenso, pairando sobre a cidade, e sua forma lembra um “pilar de fogo” ou um “cigarro cósmico” .

Este tipo de OVNI, conhecido como “cigar-shaped” (em forma de charuto), é um dos mais antigos da ufologia, remontando aos avistamentos do século XIX. O fato de que, em plenos anos 70, um objeto tão clássico tenha sido fotografado sobre uma cidade americana é significativo. No entanto, a imagem é pouco reproduzida e raramente discutida, possivelmente porque seu formato não se encaixa no imaginário popular de “disco voador” que dominou a cultura pop após os anos 50.

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