
Novas Evidências Revelam um Império Poderoso Apagado dos Registros Oficiais
A Tartária, um vasto império que supostamente se estendia da Europa Oriental até a Ásia Central, é um dos maiores enigmas da história. Enquanto os livros tradicionais raramente mencionam seu nome, registros antigos, mapas e documentos diplomáticos sugerem que essa civilização foi uma potência global antes de ser sistematicamente apagada dos registros históricos. Esta reportagem investiga as evidências arqueológicas, cartográficas e textuais que apontam para a existência da Tartária, explorando por que esse império foi “esquecido” e o que isso revela sobre o controle da narrativa histórica.
Capítulo 1: O Que Era a Tartária?
Definição e Extensão Territorial
A Tartária (ou “Grande Tartária”) foi descrita em enciclopédias dos séculos XVI ao XVIII como um imenso território que abrangia partes da Rússia, Sibéria, Mongólia, China e até a América do Norte. Mapas antigos, como os do cartógrafo francês Guillaume de l’Isle (século XVIII), mostram a Tartária como uma nação distinta, separada da Rússia e da China.
Alguns estudiosos argumentam que a Tartária não era um único estado, mas uma confederação de povos turco-mongóis, incluindo tártaros, cazaques e uigures. Outras teorias sugerem que poderia ter sido um reino mais avançado, com cidades perdidas e tecnologias desconhecidas.
Registros Históricos
A Enciclopédia Britânica de 1771 descreve a Tartária como:
“O maior país do mundo, situado no norte da Ásia e Europa, limitado pela Sibéria ao norte e pela China ao sul.”
Viajantes europeus, como Marco Polo (século XIII) e o diplomata inglês Anthony Jenkinson (século XVI), mencionaram cidades tártaras prósperas e governantes poderosos. No entanto, após o século XVIII, referências à Tartária desaparecem abruptamente dos registros oficiais.
Capítulo 2: Evidências da Existência da Tartária
Mapas Antigos

Diversos mapas dos séculos XVI a XVIII mostram a Tartária como uma entidade política reconhecida:
- Mapa de Ortelius (1570) – Mostra a “Tartaria Magna” ao norte da China.
- Atlas de Blaeu (1662) – Inclui a “Tartária Independente” e a “Tartária Chinesa”.
- Mapa de John Speed (1676) – Detalha cidades tártaras como “Tobolsk” e “Samarcanda”.
Esses mapas eram amplamente aceitos na época, indicando que a Tartária não era uma lenda, mas um lugar conhecido.
Documentos Diplomáticos
Registros de correspondência entre a Rússia e a Europa mencionam tratados com líderes tártaros. O czar Pedro, o Grande, travou guerras contra os tártaros no século XVIII, sugerindo que eles eram uma força política relevante.
Arquitetura e Ruínas
Algumas estruturas na Rússia e na Ásia Central, como as ruínas de Arkaim (considerada uma cidade da Idade do Bronze) e as fortalezas siberianas, são associadas por teóricos alternativos à Tartária. A arquitetura desses locais apresenta técnicas avançadas de construção, levantando questões sobre quem realmente as construiu.
Capítulo 3: O Apagamento da Tartária
A Conquista Russa e a Reescrita da História

A expansão do Império Russo no século XVIII levou ao domínio sobre os territórios tártaros. Alguns historiadores acreditam que o termo “Tartária” foi propositalmente eliminado para consolidar o controle russo sobre a Sibéria.
A Teoria da Conspiração: Tartária como uma Civilização Avançada?
Teóricos alternativos, como o pesquisador Fomenko, sugerem que a Tartária foi uma civilização global avançada, destruída por uma catástrofe (como um dilúvio ou guerra) no século XIX. Eles apontam para:
- Fotos do século XIX mostrando estruturas megalíticas na Sibéria.
- Relatos de cidades perdidas cobertas por areia ou gelo.
- A rápida “ocidentalização” da Rússia no século XVIII, que poderia ter sido uma reconstrução pós-catástrofe.
Críticos argumentam que essas teorias carecem de evidências sólidas, mas o mistério persiste.
Conclusão: Por que a Tartária foi Apagada?
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Seja uma confederação de povos nômades ou um império esquecido, a Tartária representa um quebra-cabeça histórico. Seu desaparecimento dos registros oficiais levanta questões sobre como a história é escrita e quem decide o que é lembrado ou esquecido.
Enquanto a academia tradicional ignora o assunto, novas descobertas arqueológicas e a digitalização de mapas antigos podem, no futuro, reescrever a história da Eurásia. Por enquanto, a Tartária permanece como um reino perdido, esperando ser redescoberto.
Fontes Consultadas:
- Enciclopédia Britânica (1771)
- Mapas históricos de Ortelius, Blaeu e Speed
- Relatos de viajantes como Marco Polo e Anthony Jenkinson
- Teorias de pesquisadores alternativos (Fomenko, Nosovsky)